Ciência e Tecnologia em demonstração na Smart Farm

Numa clara aposta na divulgação e experimentação das boas práticas na utilização dos produtos fitofarmacêuticos, a Smart Farm tem merecido muito do esforço realizado pela Anipla para a tradução prática dos projetos e conteúdos que espelham o compromisso da indústria para a proteção das plantas numa agricultura sustentável.

Este esforço tem sido bem acolhido pelo público, uma vez que, após a inauguração, já foram contabilizados 266 visitantes, desde agricultores, fruticultores, alunos de escolas agrárias e agronomia, técnicos, formadores e as próprias equipas dos associados da Anipla.

Nas visitas efetuadas a tecnologia tem um papel fundamental, quer pelo interesse que suscita quer pela importância na ajuda ao agricultor a maximizar a eficácia e segurança da sua atividade.

Destes equipamentos são exemplos os sistemas de transferência fechados, que permitem que o agricultor prepare a sua calda de forma a não ter contacto direto com o produto fitofarmacêutico no seu estado mais concentrado. Ou as tecnologias e equipamentos desenvolvidos para o tratamento de efluentes fitossanitários, que contêm o efluente e tratam-no por evaporação ou por degradação biótica.

De um modo geral, na Smart Farm abordam-se todos os passos da utilização dos produtos fitofarmacêuticos: o seu armazenamento; a preparação da calda; a aplicação; a lavagem do pulverizador; a gestão dos efluentes gerados; e a lavagem e encaminhamento das embalagens vazias para o sistema Valorfito.

Esta demonstração dos espaços e práticas é fundamental para que o visitante crie uma referência de como aplicar as regras apresentadas pela Lei 26/2013, sendo estas adaptáveis à escala de cada agricultor.

Ainda integrados na Smart Farm, estão os projetos TOPPS water protection e Cultivar a Segurança.

No caso do TOPPS, o agricultor recebe um conjunto de boas práticas que deve aplicar na sua exploração para evitar fontes de poluição difusa ou pontual para a água. Destas boas práticas destacam-se a utilização dos bicos anti deriva e as zonas tampão nos terrenos agrícolas que, respetivamente, permitem minimizar a perda de produtos fitofarmacêuticos para fora do seu alvo quer através do arrastamento pelo ar, quer através do escorrimento superficial de água no solo. Desta forma, os tratamentos efetuados são económica e ambientalmente mais eficazes.

No caso do Cultivar a Segurança, este tem como objetivo promover boas práticas que protegem o agricultor na sua atividade agrícola, a sua vizinhança e terceiros, promovendo assim a saúde de quem permanece e de quem interage com a exploração agrícola.

Dando destaque ao trabalho desenvolvido pela Companhia das Lezírias na área da biodiversidade, e através da implementação de técnicas de produção integrada na cultura da vinha, a Anipla demonstra ainda, como é possível fazer coabitar a proteção e desenvolvimento da biodiversidade e o rendimento agrícola sem comprometer o uso de produtos fitofarmacêuticos de forma sustentável.

Este é um local aberto a visitas para público que pertença ou não ao setor agrícola, para inscrições e informações: smartfarm@anipla.com e www.anipla.com.

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