Como vamos explicar às gerações futuras que não soubemos proteger a Pêra Rocha?

Um produto agrícola bem-sucedido, com a exportação de 86% da sua produção, poderá perder a quase totalidade da sua produção em pouco tempo.

A Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP) partilhou, no final de 2016, o registo de novo crescimento da sua produção e exportação. É o produto hortofrutícola com maior saldo positivo na balança comercial, vendido em mais de 20 países, gerando inúmeros postos de trabalho directos e indirectos.

Perante dados tão positivos, como podemos, enquanto consumidores e portugueses, permitir que sejam retiradas algumas das ferramentas essenciais a estes produtores da Pêra Rocha?

Talvez porque se desconhece que esta cultura é afectada por um grande número de inimigos, entre pragas e infestantes, vários deles capazes de causar prejuízos significativos. Talvez porque se desconheça que, na actualidade, só a tecnologia dos produtos fitofarmacêuticos permite o controlo destes inimigos.

A Anipla realizou um estudo, em colaboração com os produtores e associações de produtores, onde ficou evidente que, perante o cenário previsto de retirada de algumas das substâncias utilizadas, e todas elas alvo de complexos e profundos estudos científicos antes da sua autorização, para a protecção da fileira agrícola da Pêra Rocha, são previstas elevadas quebras na produção.

Na maior parte dos casos ficou perceptível de que, sem produtos fitofarmacêuticos para o controlo destes inimigos, poderemos perder até 76% da produção nacional.

Talvez esteja na altura de se confiar na evidência científica e de confiar nos produtores nacionais.

“Quando se fala na riqueza criada todos os anos, pois é bom que fique claro que a Agricultura tem um papel fundamental”, confessou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito da XIX Cerimónia da Pêra Rocha do Oeste, promovida pela Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP), em Novembro de 2016.

“E só é possível devido ao papel dos agricultores e dos produtores”, conclui.

Ao longo desta semana partilharemos dados e informação sobre esta importante fileira. Acompanhe o nosso blogue e Facebook.

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