Decisão sobre uso de glifosato de novo adiada

A falta de consenso em Bruxelas sobre o glifosato levou a um novo adiamento sobre a decisão de renovar a licença para a utilização deste herbicida na atividade agrícola. Desde 1974 que o glifosato é utilizado, tendo sido alvo de mais de 3300 estudos científicos que atestaram a sua segurança.

A proposta de renovar a licença por mais cinco anos teve a aprovação de 14 países, o chumbo de nove e mereceu a abstenção de cinco Estados-membros, incluindo de Portugal. A falta de maioria qualificada fez com o tema transitasse para o comité de recurso da Comissão Europeia; a decisão final foi adiada para esta semana.

A licença de utilização do glifosato termina a 15 de dezembro e o eventual chumbo da renovação da licença colocaria em risco a produção alimentar, sendo um “sério revés para a economia portuguesa”, como defende a Anipla. Não há, atualmente, qualquer substituto direto desta substância que, se aplicada de acordo com as recomendações, não apresenta riscos para o utilizador e para o consumidor.

A Agência para a investigação do Cancro, da Organização Mundial de Saúde, declarou em Março de 2015 que era provável existir risco cancerígeno em caso de exposição ao produto, mas uma investigação da Reuters veio, agora revelar que a agência ignorou evidência científica que indicava que o produto era “não cancerígeno”. A agência noticiosa revela que foram feitas alterações significativas entre o draft e a versão final do relatório. A conclusão tornada pública contradiz a versão inicial de que este fitofármaco não provocaria cancro.

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