fitofármacos

A agricultura biológica está a crescer em todo o mundo e é já uma opção diária de milhões de consumidores. Só em 2013 os gastos com produtos biológicos na União Europeia ultrapassaram os 22 milhões de euros e o mercado cresceu quase 6%, com a Alemanha e a França a liderarem. São 10 milhões de hectares dedicados a este modo de produção, que recorre a práticas sustentáveis que não prejudicam o ambiente e o bem-estar de seres humanos, plantas ou animais.

Em Portugal, a superfície ocupada com agricultura biológica no Continente chegou perto dos 240 mil hectares em 2015, mais 12% face a 2014. Desde 2009 que se regista um aumento generalizado da superfície em todas as regiões do País.

Neste modo de produção privilegiam-se medidas preventivas para evitar o avanço de pragas e doenças, tais como rotações de culturas, adubos verdes, compostagem, entre outros. Contudo, quando não é possível proteger as culturas, podem ser usados produtos fitofarmacêuticos, devidamente autorizados e homologados. Nestes casos, os produtores devem justificar no caderno de campo a necessidade de utilizar estas substâncias.

Um dos objetivos da Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica – que visa aumentar a competitividade e a dimensão económica desta atividade – passa por facilitar a homologação em Portugal de produtos fitofarmacêuticos para utilização neste modo de produção que já são autorizados em Estado-Membros com condições climatéricas semelhantes. “Os operadores biológicos defrontam algumas dificuldades de gestão de alguns problemas fitossanitários, por falta de produtos fitofarmacêuticos homologados e autorizados em Portugal”, lê-se no documento.

Este modo de produção dá prioridade a medidas preventivas, mas é certo que nem sempre é possível travar o avanço dos inimigos das culturas. Os produtos fitofarmacêuticos devidamente homologados para agricultura biológica também são aliados da produção sustentável.

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