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27 de January, 2020
Fito-Factos

Avaliação do impacto económico causado pela retirada de substâncias ativas de culturas chave em Portugal

culturas

Este estudo efectuado em 2015, com a participação de profissionais do sector produtivo, incidiu sobre o potencial impacto da retirada de substâncias activas (s.a.) consideradas em risco de exclusão a nível da U.E. no rendimento dos produtores das fileiras: videira/vinho, oliveira/azeite, milho/grão, pereira/rocha e tomate indústria. Estas fileiras representam quase 1,5 mil milhões de euros, cerca de 40% do rendimento da produção vegetal nacional.

Isoladas ou em diversas combinações, as s.a. em causa apresentam-se no mercado num grande número de produtos comerciais, autorizados para o combate aos vários inimigos destas culturas.

A sua retirada conduz a um baixo ou praticamente nulo nível de controlo de vários problemas fitossanitários.

Numa situação desta natureza, o impacto dos inimigos das culturas é muito significativo, prevendo-se mesmo que possa conduzir, em determinadas culturas, a uma impossibilidade absoluta da sua continuidade: cerca de €810 milhões dos €1,5 mil milhões estariam em risco.

De referir ainda que, apesar de não ter sido apurado, é de prever um considerável impacto a nível social, ao nível do desemprego, fixação de comunidades e desenvolvimento dos meios não urbanos e, a nível ambiental, consequência do abandono de terras agrícolas, as quais se tornarão baldios ou floresta, certamente desordenada e pouco rentável, altamente sujeita a incêndios.

CONCLUSÕES

Este estudo demonstra que a retirada das substâncias activas em risco conduz a um cenário demasiado gravoso para podermos deixar que se concretize.

É indispensável que a inovação e a tecnologia não sejam uma barreira, mas um catalisador da competitividade da agricultura europeia; será uma barreira, se cada vez mais os produtores europeus ficarem afastados dos meios tecnológicos ao dispor dos produtores de outros continentes.

A inovação e a tecnologia, nas quais se inclui a utilização segura e sustentável dos produtos fitofarmacêuticos, fortemente defendida e promovida pela indústria, são temas que precisam de “sair da caixa”, isto é, serem dados a conhecer ao cidadão comum e chamar a atenção da opinião pública em geral.

Nesse sentido, todo o processo de avaliação e consequente tomada de decisão tem que se basear numa regulamentação clara, previsível e, acima de tudo, baseada na ciência e não na política ou na opinião pública.

Somos por uma regulamentação de base científica, que saiba avaliar o balanço entre o risco e o benefício. Que não se baseie apenas no perigo, mas que permita ter em conta a integração de medidas e alternativas de mitigação do risco, na decisão final.

É necessária uma participação activa na defesa dos interesses da nossa agricultura, que no final é a defesa da nossa economia e da nossa nação.

O desenvolvimento do presente estudo teve o apoio de 27 organizações de produtores nacionais. A contribuição destas entidades e individualidades foi crucial para a qualidade deste estudo e será determinante quanto à sua credibilidade e quanto ao seu impacto.

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