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27 de January, 2020
Fito-Factos

FAO apela a maior e melhor produção, mas medidas europeias previstas apontam em sentido contrário.

«Produtividade agrícola e inovação» é um dos tópicos em destaque no relatório de 2017 da FAO.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação apresentou o seu relatório de 2017 para O futuro da alimentação e da agricultura | Tendências e desafios. Entre os desafios, ficou evidente a necessidade de se responder eficazmente à estimativa da ONU de que a população mundial atingirá 9,73 biliões de pessoas, o que significa que, escreve a Organização, “a atividade agrícola em 2015 precisará de produzir quase mais 50% de alimentos, alimentos para os animais e biocombustíveis, do que aqueles produzidos em 2012”.

O relatório vai ainda mais longe, e identifica uma série de fatores que poderão dificultar a tarefa de manter os ritmos de produção, tais como “as mudanças climáticas, a pressão sobre os recursos naturais, o baixo investimento na agricultura e algumas lacunas na tecnologia”.

O estudo realizado pela Anipla em 2016 apresentou também, de forma inequívoca, o perigo a que estavam expostas algumas culturas-chave portuguesas, como a produção de pêra Rocha, se forem retiradas algumas das substâncias ativas que suportam os produtores desta fileira. Através de uma análise ao potencial impacto da retirada destas substâncias, o rendimento dos produtores seria fortemente afetado.

Dada a grande quantidade de inimigos que afeta a cultura, a pouca produção possível de colher seria certamente de muito baixa qualidade, inviabilizando o seu consumo em fresco”, aponta o estudo da Anipla. Em suma, esta informação significa uma possível quebra de 76% na produção de um dos produtos de maior sucesso na balança comercial portuguesa.

Apesar de um rápido desenvolvimento tecnológico e das oportunidades que a inovação oferece para se poder atender de forma sustentável às futuras necessidades alimentares, o relatório da FAO identifica ainda que tal resposta só é possível se forem implementadas “políticas públicas exigentes, investimentos aumentados e parcerias público-privadas, que exploram as oportunidades para manter os níveis atuais de produtividade”.

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