Agricultura e biodiversidade, um equilíbrio obrigatório

As boas práticas agrícolas são aliadas na preservação e recuperação dos habitats naturais.

Equilibrar as necessidades de produção de alimentos e a preservação de habitats naturais é um dos maiores desafios que enfrentam, hoje, os produtores. Num cenário de aumento da população mundial e de pressão crescente para acelerar a produção agrícola são precisas ferramentas cada vez mais eficazes e precisas para que produzir comida não contribua para a destruição de habitats naturais.

Mas a agricultura também é um importante garante de biodiversidade. Como recorda José Manuel Lima Santos, professor do Instituto Superior de Agronomia, num artigo publicado na revista Cultivar, na Europa, cerca de dois terços das espécies de aves ameaçadas e vulneráveis dependem de habitats agrícolas. Ao mesmo tempo, “os tipos de habitat natural protegidos pela Diretiva Habitats que dependem de uma gestão agrícola extensiva cobrem 15% da área designada ao abrigo desta diretiva”.

Já o Guia de Apoio às Explorações Agrícolas, elaborado pela Direção-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, revela que em Portugal Continental as áreas classificadas ao abrigo das diretivas aves e habitats (vulgarmente conhecidas como Rede Natura 2000) totalizam 22% do território. Nestes espaços, “uma parte muito relevante das espécies e habitats a conservar de-pende da manutenção e promoção de determinados sistemas agrícolas e florestais”.
É preciso disseminar as boas práticas de produção, que respeitam o meio ambiente e os recursos preciosos do planeta, e abraçar evoluções científicas que ajudem os produtores a manter e até recuperar a biodiversidade.

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