Filho de agricultor, agricultor será. Agora, ainda, com mais orgulho

Ser agricultor ou trabalhar na agricultura é cada vez mais um motivo de orgulho. Incluída no tão falado empreendedorismo, esta atividade é cada vez mais vista como um possível negócio de sucesso. Tendo a sua base na família, os jovens empreendedores agricultores mostram uma grande vontade de usar novos processos, seja na produção integrada ou gestão da atividade agrícola. Veja-se o caso de Manuel Maria Grave que foi considerado o Jovem Agricultor do Ano 2018, numa iniciativa da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Com 28 anos, este agricultor gere a empresa Gravera, tendo neste momento a decorrer um projeto de investimento para a instalação de um amendoal super intensivo numa exploração com 70 hectares na zona de Portel.

Em Portugal, cerca de 284 mil explorações agrícolas são familiares, universo que representa 93% do total das explorações, 49% da superfície agrícola utilizada e mais de 80% do trabalho agrícola, destaca a Confagri – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Com o objetivo de reforçar as potencialidades desta importante modalidade de organização de atividades produtivas, de gestão do ambiente e de suporte da vida social nos espaços rurais, o Governo aprovou recentemente, em Conselho de Ministros, o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar. Cerca de 40% do universo total dos agricultores portugueses, isto é, cerca de 100 mil agricultores é quanto o Governo espera que o Estatuto abranja.

E assim, “é dado mais um passo para a valorização das atividades diretamente relacionadas com a agricultura familiar, as quais assumem particular relevância ao nível da produção, emprego, preservação do ambiente e biodiversidade em grande parte do território nacional”, refere o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, em comunicado.

“O Estatuto visa promover e valorizar a produção local e melhorar os respetivos circuitos de comercialização, promover uma agricultura sustentável, incentivando a melhoria dos sistemas e métodos de produção, e contribuir para contrariar a desertificação dos territórios do interior”, acrescenta o Executivo.

De acordo com o Estatuto, está incluído na agricultura familiar alguém com mais de 18 anos, com rendimento inferior ao quarto escalão de IRS (20 a 25 mil euros), que seja detentor de propriedade agrícola, que não receba mais de cinco mil euros anuais da Política Agrícola Comum e cuja exploração não tenha uma mão-de-obra assalariada superior à mão-de-obra familiar”.

Mas simultaneamente existem vários apoios, no âmbito do programa de Desenvolvimento Rural 2020, para jovens agricultores que queiram iniciar-se nesta atividade. Basta ter vontade de trabalhar para depois colher os frutos.

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