Fito-Entrevista a José Miguel Mulet no âmbito do Fórum Smart Farm 2019

1. Quais os maiores desafios em combater mitos e “notícias falsas” numa época tão disponível à (des)informação?

Em geral, combater todos os mitos que referem que a alimentação não é segura ou até que os alimentos nos estão a envenenar. No entanto, nós nunca tivemos a segurança alimentar que temos agora.

 

2. No seu livro “Qué es comer sano?” desmonta 101 mitos sobre alimentação. Partilhe pelo menos três (3) ligados à produção de alimentos e a verdade científica sobre os mesmos.

 

  • Estamos a comer pesticidas. A realidade é que os controlos são rigorosos e nada chega aos nossos pratos. As quantidades são ridículas.

 

  • Antigamente comíamos melhor do que agora. Antigamente não havia a variedade e a qualidade que temos agora, idealizamos o passado, mas as nossas avós gostariam de ter ido a um supermercado e ter encontrado tudo o que existe hoje em dia.

 

  • Que somos o que comemos. Esta frase foi revestida de um significado místico que nunca teve. Efetivamente refere-se ao facto de que comer é a primeira necessidade básica do ser humano, mas a comida não muda o nosso caráter, pelo contrário, a comida é uma mais uma expressão cultural.

 

3. Existe nos consumidores a ideia de que os alimentos produzidos em modo biológico são mais nutritivos e seguros do que os alimentos produzidos em produção integrada. Estamos a falar de mito ou verdade?

É um mito. Quando alguém compra um produto biológico está a pagar somente por um selo que garante o tipo de inputs que foram usados nessa cultura. O regulamento que regula a produção biológica não fala de qualidade ou saúde. Baseia-se apenas na autorização de produtos de origem natural, mas também não refere se estes produtos são mais eficazes ou menos poluentes.

 

4. O que prevê para o futuro da agricultura?

Será melhor, mais ambientalmente amigável, mais produtiva e mais segura, graças à tecnologia.

 

5. O que podemos esperar de si enquanto orador no Fórum Smart Farm?

Esperemos que as pessoas tenham mais confiança na comida que chega às nossas mesas e que possam acabar com alguns mitos.

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