Mais um passo rumo às energias renováveis

“Um acordo político ambicioso” foi como a Comissão Europeia (CE) chamou ao resultado das negociações que determinam o aumento da quota das energias renováveis na produção de energia para 32% até 2030, uma meta acima da prevista anteriormente, mas aquém da desejada por alguns Estados-membros da União Europeia (UE).

A UE já trabalhava com uma meta de 20% de energias renováveis até 2020, enquanto muitos especialistas têm defendido que a forte queda no custo da energia limpa já permitiria metas mais ambiciosas sem aumento de custos.

Estas são medidas importantes para a UE conseguir alcançar a meta global para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para até menos 40% (abaixo dos níveis de 1990) até 2030, cumprindo assim o Acordo de Paris para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus.

De acordo com o comunicado, estas novas metas servem também para criar um ambiente propício para acelerar o investimento público e privado em inovação e modernização em todos os setores-chave.

Cada vez mais os agricultores e produtores se debatem com desafios como a sustentabilidade da atividade. A utilização de energias renováveis na atividade agrícola acarreta grande potencial, seja ao nível da sua eficiência energética ou da redução de emissões de gases de estufa, entre outras potencialidades.

Reduzir custos e aumentar a eficiência da atividade são os principais objetivos da aplicação deste tipo de energias, na prática agrícola. Apesar da maioria dos agricultores já se terem apercebido das vantagens do recurso a energias renováveis, só os grandes produtores é que têm tido disponibilidade financeira para investir em sistemas de energias renováveis.

Em Portugal, a legislação que transpôs parcialmente a Diretiva FER e o Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis para o período 2013-2020 (PNAER 2020) estabelecem a meta de 31% para a utilização de energia renovável no consumo final bruto de energia até 2020 e a incorporação de 59,6% de energia renovável na eletricidade até 2020.

Recentemente, o estudo Intitulado “Off target: Ranking of EU countries’ ambition and progress in fighting climate change” revelou que a grande maioria dos Estados-membros da UE não está a cumprir o objetivo de alcançar as metas do Acordo de Paris.

De acordo com este estudo promovido pela Rede Europeia de Ação Climática (CAN-Europe), Portugal surge no 2.º lugar entre os países europeus num ‘ranking’ sobre ambição em metas e políticas mais ambiciosas na área da energia e clima, como a redução das emissões de gases com efeito de estufa, abaixo da Suécia e seguido pela França, Holanda e Luxemburgo, não havendo qualquer país a preencher os requisitos para estar no 1.º lugar. Mas há que manter o otimismo.

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