E se perdermos 50% da produção nacional de vinho?

No momento em que apresentamos a campanha “Considere os Factos”, não podemos deixar de recordar o sério risco à produtividade e competitividade nacionais, com destaque para as perdas consideráveis no  sector do vinho.

O vinho é um produto com elevado impacto económico e social, responsável por inúmeros postos de trabalho directos e indirectos. Mas é, também, e não menos importante, um produto de elevado impacto cultural nosso País.

Existe actualmente a elevada probabilidade de várias substâncias activas, actualmente autorizadas na produção nacional, virem a ser proibidas num horizonte temporal mais ou menos alargado.

Do grupo das substâncias activas (s.a.) consideradas em risco de exclusão a nível da UE, por pelo menos um dos critérios de avaliação, foram identificadas 112 homologadas em Portugal.

A redução da disponibilidade de soluções tecnologicamente determinantes para a protecção da vinha, como são exemplo os produtos fitofarmacêuticos, não permite antecipar um cenário positivo.

A Anipla realizou, em parceria com associações de produtores e entidades nacionais, um estudo sobre o potencial impacto da retirada destas substâncias activas na produção nacional e, assim, no rendimento dos produtores das fileiras: videira/vinho, oliveira/azeite, milho/grão, pereira/rocha e tomate/indústria. O rendimento calculado ao nível agricultor (dados provisionais de 2015), destas fileiras no seu conjunto ascende a quase 1,5 mil milhões de euros, cerca de 40% do rendimento da produção vegetal nacional.

Entre estas destaque para o vinho, enquanto a fileira com maior peso neste conjunto, contando com 776 milhões de euros, ou seja, um pouco mais de 50% do total do grupo. Não menos importante é valor que estas fileiras representam a nível de exportações: 1,500 M€ (dados estimados de 2015).

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