Pinheiros reais para ajudar causas reais: os bombeiros e a floresta

Agora o Natal também tem cheiro a pinheiro fresco. Algo raro nos dias que correm, atendendo ao facto de que cada vez mais famílias têm optado pelas árvores de Natal artificiais, nomeadamente as de plástico. Ou talvez não, já que muitos foram os portugueses que aderiram à iniciativa Pinheiro Bombeiro.

Lançado pela startup portuguesa Rnters, pelo segundo ano consecutivo, após a devastação pelas chamas do Pinhal de Leiria, o projeto permite alugar os pinheiros que precisam de ser cortados para manter os terrenos limpos e prevenir incêndios.

Recorde-se que o incêndio do Pinhal de Leiria consumiu 86% do pinhal, o equivalente a 9.500 hectares. Até à data foram rearborizados 400 hectares e alienados 2.200 hectares que renderam 11,4 milhões de euros ao Estado, nos leilões de madeira ardida.

Enquanto o processo de recuperação decorre, uma boa ideia surgiu por parte dos fundadores da startup que aluga todo o tipo de produtos, e assim todos ficam a ganhar: o ambiente, porque assim promove-se o corte controlado das florestas; ganham também os portugueses que voltam a ter uma árvore de Natal “real” com cerca de 1,80 metros de altura e por último, ganham os bombeiros, já que parte do valor do aluguer reverte a seu favor para compra de material.

No ano passado, esta iniciativa permitiu a reutilização de 1429 pinheiros verdadeiros e angariar um total de 17 mil euros, convertidos em material para equipar a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários.

Este ano, volta a ter a oportunidade de contribuir para esta ação solidária, porque o Natal é isso mesmo: dar e receber.

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