Portugal é cada vez mais um país de olival e azeite

Feira Nacional de Agricultura deu destaque ao azeite, comprovando a importância económica que esta fileira tem vindo a conquistar

Os bons resultados saltam à vista. Depois de anos de fraca produção, o olival e o azeite são hoje um setor determinante no panorama agrícola nacional. Nunca se produziu tanto azeite como nesta última campanha: 125 mil toneladas, um valor que ultrapassou as 121 mil toneladas registadas há 64 anos, o último recorde registado.

Os portugueses consomem mais de sete quilos de azeite por ano e o “ouro líquido” é um produto incontornável na gastronomia nacional, essencial na Dieta Mediterrânica, e uma das gorduras mais saudáveis. As exportações de azeite também têm vindo a mostrar bom desempenho. De outubro a março, registou-se um crescimento de 36% em volume e 53% em valor comparando com o mesmo período do ano passado.

O azeite foi o tema central da Feira Nacional de Agricultura (FNA), o mais importante certame do setor que se realizou entre 2 e 10 de junho em Santarém. Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), organizações responsáveis pelo evento, justificou a escolha desta fileira pela “qualidade” e “impacto” que tem na economia do país.

Usando tecnologia de ponta e técnicas agrícolas sustentadas, os produtores têm conquistado prémios dentro e fora de portas, mostrando como um setor em declínio recuperou a forma e se tornou numa aposta ganha.

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