Conheça 4,500 anos de proteção das plantas

Como todas as inovações na agricultura, os produtos para a proteção das plantas evoluíram tremendamente desde os seus primórdios. Desde elementos químicos básicos naturais, aos produtos sintéticos, passando por substâncias de origem natural, as formulações mudaram drasticamente e para melhor: os fitofármacos atuais são mais sustentáveis, seletivos, eficientes e mais amigos do ambiente dos que os seus antecessores.

O primeiro uso registado de uma substância deste tipo remonta a cerca de 4,500 anos pelos Sumérios, que usavam compostos de enxofre para controlar insetos e ácaros que invadiam as suas sementeiras. Depois no primeiro século antes de Cristo, os Romanos usavam algumas técnicas – produtos feitos a partir de azeitonas esmagadas, enxofre queimado e sal – para controlar formigas e ervas daninhas. Em 800 D.C., os chineses usavam arsénico misturado com água para controlar insetos nas suas culturas, em especial, nos citrinos. Outros fitofármacos originados em fontes naturais como o pyrethrum retirado de flores de Chrysanthemum e extrato de nicotina retirado das folhas de tabaco, foram-se tornando comuns e evoluíram ao longo dos tempos.

De 1750 até cerca de 1880, os agricultores começaram a usar produtos fitofarmacêuticos de uma forma mais alargada e o comércio internacional permitiu a expansão dos primeiros produtos, alguns baseados em metais, como foi o caso dos compostos cúpricos. Até ao início do Séc. XX, a Europa e os E.U.A. usaram compostos feitos a partir de enxofre, ferro, cobre, arsénico e sódio para o controle de infestantes e fungos em cereais e em videira. Nos anos 30 e 40 desse século, foram desenvolvidos os primeiros fungicidas e inseticidas sintéticos. Nos anos 60 e 70, os agricultores começaram a aplicar os conceitos da Proteção Integrada para o controlo dos inimigos das culturas. Esta técnica baseia-se na ideia que o agricultor pode fazer a gestão das culturas usando apenas os fitofármacos quando absolutamente indispensável. Esta prática cimentou o caminho para o desenvolvimento de produtos mais seletivos e mais seguros como por exemplo os piretróides. Adicionalmente como o evoluir da ciência e melhor pesquisa, a indústria fitofarmacêutica começou a desenvolver produtos mais eficientes, com cada vez mais reduzidas doses de aplicação. Herbicidas como o glifosato, que ainda hoje são usados, foram descobertos e desenvolvidos nos anos 70 e continuaram a ser melhorados, tornando-se mais eficientes ao longo do tempo.

Nos anos 90, a investigação foi dirigida para a descoberta de substâncias que fossem capazes de serem utilizadas para um determinado alvo. Isto é, levou-se muito longe a ideia de seletividade, reduzindo-se drasticamente os efeitos nos organismos não visados. Através da biotecnologia os cientistas melhoraram o conceito de Proteção Integrada, passando a falar-se de Produção Integrada. Começaram a usar-se substâncias que existem na natureza como feromonas, microrganismos, extratos de plantas ou proteínas produzidas por bactérias, como é caso do Bacillus thuringiensis (Bt). Finalmente, trataram-se as sementes, com fungicidas e mais tarde com inseticidas, como os neonicotinóides, desta vez para proteger as jovens plantas de pragas e doenças, nos seus primeiros dias de vida.

A indústria fitofarmacêutica investe fortemente em investigação para o desenvolvimento de novas soluções, assegurando que não colocam riscos inaceitáveis para o Homem e para o Ambiente. Calculamos em cerca de 300 milhões euros e 11 anos, o que é necessário ter em conta para colocar um único produto no mercado. Sempre mais exigente, permitindo cada vez mais uma produção agrícola sustentável, assegurando os recursos naturais e a segurança alimentar, seja em termos de saúde para o consumidor, seja no que diz respeito à disponibilidade de alimentos em quantidade, diversidade e a preços aceitáveis.

VEJA AQUI O INFOGRÁFICO | 5.000 ANOS DE PROTEÇÃO DAS PLANTAS

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *