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17 de January, 2020
Fito-Tema

E a Árvore Portuguesa do Ano é…

Portugal já elegeu a árvore que o vai representar no concurso europeu que escolhe a árvore do ano.

Tem 150 anos, foi proposta pela Câmara Municipal de Mértola e recebeu 3.445 votos: falamos da Azinheira Secular do Monte do Barbeiro.

Situada na freguesia de Alcaria Ruiva, conselho de Mértola, esta árvore com 23 metros de diâmetro ganhou às suas concorrentes nacionais com 3.445 votos, no Portugal Tree of the Year 2019, concurso ganho na edição anterior pelo orgulhoso português Sobreiro Assobiador de Águas de Moura. Com 234 anos, este sobreiro de 16,2 metros de altura (o mais velho do mundo e classificado como “Árvore de Interesse Público”, desde 1988) venceu o concurso da Árvore Europeia do Ano, com 26.606 votos.

Durante o próximo o mês de fevereiro de 2019 é a vez da Azinheira Secular do Monte do Barbeiro se sujeitar à votação a nível Europeu e, quem sabe, arrecadar mais esta distinção.

Em comunicado, a UNAC – União da Floresta Mediterrânea, organizadora do concurso nacional, que teve também o apoio do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, destaca que “A Azinheira Secular é um digno representante de um sistema de produção mediterrânico único, de cariz agroflorestal, que sustenta uma economia de territórios frágeis e contribui para a biodiversidade, a mitigação das alterações climáticas e o combate à desertificação, sendo um elemento marcante na paisagem do Alentejo”.

Com uma copa de 23,28 metros de diâmetro e um perímetro à altura do peito de 3,56 metros, esta árvore da espécie Quercus rotundifolia ocupa ainda uma área com cerca de 487 metros de copa e está inserida na Zona de Proteção Especial do Vale do Guadiana.

A UNAC destaca a sua sombra como principal característica. “Sentarmo-nos debaixo da sua copa faz com que o calor abrasador do Alentejo nos pareça suportável e nos permita contemplar a vastidão da planície envolvente respirando a sua tranquilidade”, refere esta entidade.

Na corrida para Árvore do Ano portuguesa estiveram também a concurso as seguintes árvores (ordenadas por classificação): Plátano do Rossio (2.º lugar); Quercus do Isa (3.º); Nosso Sobreiro (Abela, em Santiago do Cacém); Zambujeiro Milenar (Foros de Vale de Figueira, Montemor-o-Novo); Carvalho de Calvos (Bouça da Tojeira, Póvoa do Lanhoso); Oliveira do Mouchão (Mouriscas, Abrantes); Dragoeiro (Lisboa); Aroeira A Fazedora de Chuva (Valongo, Avis); e a Tuia-gigante (Sintra).

 

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