População portuguesa vê nos produtos fitofarmacêuticos um aliado da produção agrícola

A larga maioria dos portugueses acredita que os produtos fitofarmacêuticos são concebidos com o objetivo de proteger as plantas e que, para que os alimentos sejam acessíveis, os agricultores devem ter a capacidade de combater infestantes, pragas e doenças. Esta é uma das conclusões de um estudo do Centro de Estudos Aplicados (CEA) da Universidade Católica Portuguesa, feito em parceria com a ANIPLA e divulgado recentemente. O inquérito tinha como principal objetivo aferir o conhecimento da população adulta sobre as realidades da produção agrícola.

Cerca de 85% dos inquiridos acredita que os produtos fitofarmacêuticos são concebidos com o objetivo de proteger as plantas das influências prejudiciais, incluindo insetos nocivos, infestantes, fungos e outros parasitas. Ao mesmo tempo, 61% concorda que, para manter os seus alimentos acessíveis, os agricultores devem ser capazes de combater infestantes, pragas e doenças recorrendo aos produtos fitofarmacêuticos.

Há ainda desconhecimento sobre o impacto do aumento da população mundial na produção e abastecimento de alimentos: 93% diz não saber que a produção alimentar terá de aumentar 60% até 2050 para responder às necessidades. Ao mesmo tempo, 82% desconhece que 40% das culturas agrícolas mundiais são perdidas todos os anos devido a pragas, doenças e infestantes. Sem o recurso a produtos fitofarmacêuticos, a percentagem pode duplicar.

Para a maioria dos portugueses, o preço dos produtos alimentares deve permanecer acessível, de forma a garantir que as famílias têm acesso a alimentos saudáveis e frescos. Fatores como as alterações climáticas e a falta de terra têm impacto direto no custo dos alimentos, sublinham os inquiridos.

Consulte aqui alguns dos principais resultados do estudo.

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